terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Cumpra as promessas para 2013!


                                                      Emagrecer, iniciar um novo negócio, começar a malhar, fazer poupança.

Toda virada de ano, títulos como os acima citados são repetidamente afirmados por muita gente. Ou melhor dizendo, são reafirmados. Para alguns, já se tornaram mantras.
Eu aposto que muita gente, inclusive você, fez promessas no fim de 2012 que não irá cumprir em 2013. Mas, para alento das massas, a ciência tem boas notícias, e garante que resolução de fim de ano tem solução. Estudos atuais garantem que se você fazer das promessas rotina, seu cérebro vai querer manter os novos hábitos e forçar você a se adequar, da mesma forma que havia feito com os velhos hábitos.

Tudo bem que você, eu e todo mundo já sabíamos disso...

Seja como for, a fórmula da façanha está no badalado livro "O Poder do Hábito: Por que Fazemos o que Fazemos na Vida e nos Negócios", publicado pelo jornalista americano Charles Duhigg, que conta em detalhes as novas descobertas científicas sobre o assunto. Lá ele explica que ir para uma sessão de exercícios na academia não significa apenas força de vontade, mas também de programação cerebral. 

É como nos programas de computadores, que ficam literalmente gravados, e sempre voltarão a aparecer, até que você grave outros programas novos por cima.

Assim, se você quer cumprir as promessas de ano novo, comece por transformá-las em hábito que seu cérebro se encarrega do resto.

E aí é que está a boa notícia: se você persistir, pode transformar absolutamente qualquer coisa em hábito. Na prática, sempre que você trocar uma barra de chocolate por uma maçã, ou o sofá pela academia, de forma contínua e regular, simplesmente a opção antiga será desconsiderada. Seu cérebro, dizem os estudiosos, prefere mais repetir do que pensar.

Então meus caros, mãos à obra. A palavra de ordem é disciplina, pois não basta apenas mudar a rotina, é preciso manter as mudanças até que seus neurônios se habituem com elas.

Faça isto, ou o único hábito que você vai manter é o de fazer promessas e resoluções de final de ano sem que jamais venha cumpri-las.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Fim do Mundo



Era pra ter sido hoje, 21/12/2012, que segundo interpretações acerca de um calendário Maia, conheceríamos o hecatombe da humanidade, nos moldes apocalípticos, profetizados inclusive, segundo alguns, em textos bíblicos, sinais e códigos de seitas obscurantistas, além é claro, de algumas composições melódicas do saudoso Raul Seixas e outros "Malucos Beleza".

E se pararmos para pensar um pouco sobre o tema, de fato ocorreu.

Não estou falando necessariamente das previsões que acima citei, onde meteoros se chocariam contra a Terra, ou explosões solares, nem outros fenômenos que se desenvolveriam em cadeia, causando tsunamis, terremotos e catástrofes de toda ordem. Nada de calendário Maia aqui, nem de nenhum outro povo da antiguidade.

Até consigo ver alguma graça em assuntos misteriosos, místicos e até hoje inexplicáveis. Fenômenos da metafísica são mesmo intrigantes.

Excluo no entanto, dentre tais fenômenos, por mero ceticismo, todo e qualquer milagre, como por exemplo, o Corinthians ter ganho a Libertadores.

Mas, voltando ao tema, sim meus preclaros, a afirmação de que hoje o mundo acaba pode não ser tão absurda quanto parece.

Se refletirmos nas bilhões de pessoas que passam fome no mundo, nas incontáveis famílias inteiras que se desintegram, seja pela miséria literal, por tragédias insanas que vão desde a ignorância até a derrota para o vício das drogas, tudo pode ser o fim.

Perder um ente querido, ou mesmo perder o emprego pode ser o fim do mundo.

Há quem considere levar um fora da pessoa amada o derradeiro apocalipse.

Eu mesmo, talvez já tenha visto meu mundo acabar umas três ou quatro vezes. Por sorte, sempre houve um novo gênesis para mim.

O fato é que de toda esta história, queria mesmo dizer que todo dia, em algum lugar, o mundo, de alguma maneira, sempre acaba para alguém.

Mas como diria um velho amigo meu, "no fim, tudo acaba bem, e se não acabar bem, então é porque ainda não é o fim."

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Economia sem economês

A linguagem no mundo financeiro, por vezes leva ao economês chato, complicado e cansativo. No entanto, num sistema capitalista como o nosso, torna-se imperativo ter uma noção mínima dos conceitos acerca de lucro e acúmulo de capital.

Didaticamente, daria para iniciar assim: O principal objetivo do investimento de capital nas relações capitalistas de produção, é a obtenção de lucro. Quando, em uma atividade econômica qualquer, o lucro é acrescentado ao que foi aplicado, aumentando o volume do capital inicial, teremos o capital acumulado.

Que legal!

Daí, o lucro obtido numa atividade pode ser aplicado no mesmo tipo de atividade, possibilitando o aumento da produção de determinado tipo de mercadoria, mas para que se realizem novos lucros, é necessário que o produto seja vendido, e isso só é possível se houver um mercado consumidor viável, ou seja, quem queira comprar. É a definição, em síntese, da lei de oferta e demanda, que determina a necessidade de haver demanda igual ou maior que a oferta, para que se possibilite o lucro capaz de gerar novos lucros, com o aumento progressivo da produção, em resposta da maior capacidade de demanda do mercado consumidor. Fácil, desde que não cesse a demanda pela procura do produto.

Quando a demanda pelo produto não aumenta, para que se possa obter lucro, parte do capital acumulado pode ser aplicado na produção de outro produto, ou como alternativa, pode-se buscar novos mercados para os mesmos produtos.

De qualquer modo, ao fim de certo tempo, para que você preserve o lucro e possa continuar acumulando capital, você sempre terá que investir mais capital, seja para ampliar sua produção para alcançar novos consumidores, seja para iniciar uma nova produção.

Porém, sempre, em quaisquer dos casos, a ação implicará na necessidade de quantidades maiores de matéria prima, mão de obra, avanço dos processos de produção, aperfeiçoamento das técnicas de venda, etc. Veja portanto, que tudo implica em maior aplicação de capital, oriundo dos lucros da atividade econômica que você deu início e agora expandiu, ou por outras fontes que financiem o capital.

Ou seja, no fim das contas, absolutamente tudo dependerá exclusivamente do seu potencial, não apenas de ter acesso ao capital, mas do seu poder em detê-lo, bem como e principalmente, da sua capacidade em acumulá-lo. 

De tudo, fica a dica: Acumule o capital. 



terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Como acumular 1 Milhão


Segundo recente estudo apresentado na Conferência Private Banking Latin American, de 2007 para cá, 19 pessoas se tornam milionárias a cada dia no Brasil. 

Pelas contas da revista Forbes, hoje são cerca de 137 mil almas em nosso país que ascenderam ao topo da corrida pelo primeiro milhão. São pessoas cujas riquezas chegam a 1 milhão de reais somando investimentos, propriedades, poupança e demais ativos.
   
Como o assunto me interessa, de tempos em tempos busco informações sobre o mesmo.

Para os que, como a grande maioria não deram atenção ao futuro,  têm certeza de que o INSS já faliu e nem buscou planos de investimento ou previdência, o que faz vislumbrar uma aposentadoria muito, muito distante, e por isso precisam, de forma vital, num prazo mais ou menos razoável, sentar em cima de pelo menos um milhãozinho, dentre tudo que tenho lido e ouvido sobre o tema, compilei aqui uma síntese que julgo merecedora de análise.

Para os menos pacientes, antecipo que a coisa pode levar tempo, e se você não conhece previsão de receber alguma herança milionária, sabe que acertar as seis dezenas da Mega é um milagre e acredita que assaltar um banco possa ser uma furada, então meu caro e minha cara, não tem outro jeito que não seja o mantra "poupança e disciplina". 

Ainda assim, dá para se animar um pouco quando sabe-se que com míseros R$ 300,00 guardados todo mês, em três décadas você depositou apenas e exatos R$ 106.200,00 mas já terá chegado lá! O segredo são os juros, que no médio e longo prazo multiplicam, e muito, seu din-din.

Com base em aplicações que ofereçam rendimento de 1% ao mês, fiz simulações entre médio e longo prazo, 15 e 30 anos respectivamente, para que nos tornemos milionários:

Economia mensal        Tempo para o R$ 1 Milhão           Juros

R$ 300,00                      30 anos                                            R$ 893.800,00

R$ 500,00                      25 anos                                            R$ 847.480,00

R$ 1.000,00                   20 anos                                            R$ 760.000,00

R$ 1.500,00                   17 anos                                            R$ 694.000,00

R$ 1.800,00                   15 anos                                             R$ 665.200,00


Viu só? Moleza!!!        
Comece hoje mesmo, e daqui uns 15 ou 30 anos nos encontramos no Clube do Milhão!


domingo, 9 de dezembro de 2012

Chanukah



Uma das mais vibrantes festas judaicas é Chanuká, também conhecida como Festa das Luzes, que celebra a vitória da resistência hebraica por volta do ano 167 a. C., ante os selêucidas, antigo povo que era um dos braços guerreiros da Grécia. As celebrações devem ter início ao pôr do sol do vigésimo quarto dia de mês de Kislev, do calendário hebraico, e se encerram no segundo ou terceiro dia do mês Tevet.

As luzes referentes a Festa são acesas em todos os lares judaicos na Chanuká propriamente dita, que consiste em um candelabro de nove braços, colocado próximo de alguma janela ou outra parte da casa, de modo que possa ser visto da rua.

Pela tradição, ascende-se uma vela na extrema direita do candelabro na primeira noite, outra na extrema esquerda na segunda noite, e assim, alternadamente até a última noite.

Também há o costume de praticar um jogo com as crianças, que recebem presentes e doces pela participação. Devido a coincidência de época e o cenário de iluminação e presentes, cada vez mais Chanuká tem assumido características natalinas, o que é motivo de alerta e resignação de alguns Rabinos e praticantes do Judaísmo Ortodoxo, temerosos de mais esta assimilação.

Neste ano de 2012, a Festa das Luzes se inicia em 09 de dezembro, mais conhecido como hoje...

Mais informações sobre o tema nos links abaixo.

Chag haUrim Sameach!!! Feliz Festa das Luzes!!!


sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Carreiras com melhor remuneração

Todo o tempo são publicadas pesquisas acerca de quais profissões são mais prestigiadas quando o assunto é o salário. Além deste enfoque, quase sempre trazem anexo uma lista das carreiras que estão "em alta", ou são promissoras no médio prazo.

Em agosto deste ano, a publicação Mundo Vestibular, apresentou uma pesquisa sobre o tema, realizada pela FGV. Como não sou muito de acolher sugestões "promissoras", relaciono aqui apenas as 10 carreiras que hoje, segundo a pesquisa, pagam melhor. Ao final, deixo o link da matéria completa para os que quiserem conferir a lista das 40 carreiras mais bem pagas, além de outras tidas como as que estarão em alta nos próximos anos.

A pesquisa não aborda as carreiras públicas, mas sabemos que nas carreiras jurídicas, Promotores, Procuradores, Defensores Públicos e Juízes, ganham entre R$ 16.000,00 e R$ 26.000,00 mensais, em média, enquanto médicos plantonistas podem receber mais de R$ 30.000,00 por mês, apenas para citar duas das profissões mais tradicionais.

Para os que torcem o nariz quando se deparam com a ideia de enfrentar o vestibular e depois anos na faculdade, e mais algum tempo nos cursos de especialização, mestrado e doutorado, a pesquisa diz que 91% dos que dedicaram até 18 anos de estudos estão bem encaminhados na carreira, contra 60% dos que estudaram menos. 

Ou seja, vá estudar. 
Nunca é tarde para começar.
Ou talvez, seja mais tarde do que você pensa...


Lista das 10 profissões mais bem pagas segundo pesquisa da Fundação Getúlio Vargas, publicada na Revista Mundo Vestibular de agosto de 2012:

1- Medicina (mestrado ou doutorado)
Salário médio: R$ 8.966,07

2- Administração (mestrado ou doutorado)
Salário médio: R$ 8.012,10

3- Direito (mestrado ou doutorado)
Salário médio: R$ 7.540,79

4- Ciências econômicas e contábeis (mestrado ou doutorado)
Salário médio: R$ 7.085,24

5- Engenharia (mestrado ou doutorado)
Salário médio: R$ 6.938,39

6- Medicina (graduação)
Salário médio: R$ 6.705,82

7- Outros cursos de engenharia (graduação)
Salário médio: R$ 6.141,05

8- Engenharia mecânica (graduação)
Salário médio: R$ 5.576,49

9- Engenharia civil (graduação)
Salário médio: R$ 5.476,85

10- Outros cursos de mestrado ou doutorado
Salário médio: R$ 5.439,32


http://www.mundovestibular.com.br/articles/5934/1/As-Profissoes-Mais-Bem-Pagas/Paacutegina1.html


sábado, 10 de novembro de 2012

Dinossauro de mim

Conversando com alguns jovens, entre os quais, minhas sobrinhas, uma de 16 e outra de 19 anos, e minha filha de 11, ouvi o seguinte diálogo: 

- Nossa! Não tem nada esta semana...
- Parece que tem noite sertaneja.
- É? Que tipo??
- Não sei. É Kleiton e Kledir.

Fiquei preocupado. Muito preocupado, devo dizer. Não pelo fato de que os jovens certamente nunca tinham ouvido falar dos irmãos gaúchos que fizeram muito sucesso nos anos 70 e 80, numa época em que dupla sertaneja era sertaneja de verdade, no mérito, ao estilo Tonico e Tinoco, nem tanto pelo detalhe que os cantores de versos como "deu pra ti/baixo astral/vou pra Porto Alegre/tchau" jamais terem sido cantores sertanejos, mas sim de MPB. 

Minha preocupação derivou da constatação de que me transformei, rapidamente, em um dinossauro, ou qualquer outra espécie já extinta, ou, ainda, em fase de extinção.

Eu me criei respeitando os mais velhos, vivia ralado de tombos de bicicleta ou dos rachas no futebol. Fiz curso de datilografia e as provas do colégio eram passadas no stencil.

Ouvia Dire Straits no Walkman, gastava horas quebrando recordes no Atari e colocava fichas no orelhão para falar ao telefone público. 

Assim, num repente, deu-me a impressão que meu cérebro parou de funcionar quando o Renato Russo morreu. Aliás, dependendo para qual plateia se afirme, pode-se achar que o finado líder do Legião Urbana também era uma dupla sertaneja, o Renato e Russo, ou Russo e Renato. Que diferença faz?


Como sou um humanista convicto, as vezes até otimista, tento tirar algo positivo desta minha qualidade de ser extinto, ou em extinção, na conclusão de que, na pior das hipóteses, segundo a máxima Cartesiana do "penso, logo existo", eu ainda não fui dizimado da natureza, e aí é que reside a minha vantagem, pois devo ser espécie rara, e como toda raridade, sobrevivo por adaptar-me, e em conseguindo manter-me vivo, via de regra, me aprimoro e saio fortalecido no meio dos meus. 

Ou não. Como outra espécie rara, talvez simplesmente fique encrustado no passado, impresso em pergaminho aguardando sua redescoberta, tal qual um espectro de algo, ou um mero fragmento fossilizado daquilo que um dia existiu.

Vai saber...