Observando os acontecimentos recentes por todo o mundo, onde pessoas saem às ruas, tomam praças, expressam inconformação ante aos fatos que vão desde a situação de crise econômica criada por especuladores financeiros até o repúdio aos governantes corruptos, me pergunto o que nos falta para recuperar-mos nossa capacidade de indignação. Em Brasília, nos últimos anos foram flagrados agentes políticos recebendo propina, sempre com desdém e de modo muito criativo, seja pegando dinheiro e embolsando, ou escondendo a verba na cueca e meias. Meia centena de políticos constam como réus no processo do mensalão. Somente este ano, seis Mininstros de Estado caíram, sendo que cinco em razão de graves denúncias sobre corrupção. Discorri rapidamente sobre fatos internacionais e nacionais, mas sempre acreditei que a cidadania, o civismo e o patriotismo começam no quintal da minha casa, na rua onde eu moro, no meu bairro, na cidade onde eu vivo. Isto deve, necessariamente, ser muito mais importante, por tratar-se do meu mundo. Diante dos acontecimentos da última semana, onde o Ministério Público deflagrou uma ampla operação de varredura na Câmara Municipal de Guarapuava, que culminou com o recaimento sobre seis vereadores de suspeitas de terem cometidos seríssimas irregularidades de crimes contra o erário, inclusive o crime de peculato, o que levou a prisão de dois deles, entre os quais o do Presidente da Câmara, resta-nos, no mínimo, bradar um grito de independência. Temos que dizer que não suportamos mais conviver com tamanha pusilaminidade. Precisamos contrariar o dito que o povo tem memória curta. Em que pese a tese jurídica de que ninguém pode ser dado como culpado antes de um julgamento justo, e da prevalência do princípio da presunção da inocência, há que ser feito algo. Com a palavra, o povo de bem da nossa querida e tão mal tratada Guarapuava.Um espaço democrático, aberto ao livre pensamento e a diversidade de opiniões
sábado, 29 de outubro de 2011
E o que vamos fazer?
Observando os acontecimentos recentes por todo o mundo, onde pessoas saem às ruas, tomam praças, expressam inconformação ante aos fatos que vão desde a situação de crise econômica criada por especuladores financeiros até o repúdio aos governantes corruptos, me pergunto o que nos falta para recuperar-mos nossa capacidade de indignação. Em Brasília, nos últimos anos foram flagrados agentes políticos recebendo propina, sempre com desdém e de modo muito criativo, seja pegando dinheiro e embolsando, ou escondendo a verba na cueca e meias. Meia centena de políticos constam como réus no processo do mensalão. Somente este ano, seis Mininstros de Estado caíram, sendo que cinco em razão de graves denúncias sobre corrupção. Discorri rapidamente sobre fatos internacionais e nacionais, mas sempre acreditei que a cidadania, o civismo e o patriotismo começam no quintal da minha casa, na rua onde eu moro, no meu bairro, na cidade onde eu vivo. Isto deve, necessariamente, ser muito mais importante, por tratar-se do meu mundo. Diante dos acontecimentos da última semana, onde o Ministério Público deflagrou uma ampla operação de varredura na Câmara Municipal de Guarapuava, que culminou com o recaimento sobre seis vereadores de suspeitas de terem cometidos seríssimas irregularidades de crimes contra o erário, inclusive o crime de peculato, o que levou a prisão de dois deles, entre os quais o do Presidente da Câmara, resta-nos, no mínimo, bradar um grito de independência. Temos que dizer que não suportamos mais conviver com tamanha pusilaminidade. Precisamos contrariar o dito que o povo tem memória curta. Em que pese a tese jurídica de que ninguém pode ser dado como culpado antes de um julgamento justo, e da prevalência do princípio da presunção da inocência, há que ser feito algo. Com a palavra, o povo de bem da nossa querida e tão mal tratada Guarapuava.quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Laicidade minoritária ante a maioria teocrática
Antes de abordar o mérito deste meu texto, quero afirmar de forma clara e respeitosa, que muito embora intimamente profece minha fé monoteísta, eu não sou um doutrinador missionário, não prego nenhuma vertente religiosa, tampouco faço apologia ao ateísmo ou quaisquer outros "ísmos". Apenas gostaria de fefletir sobre fatos.
O Brasil, segundo o artigo 19, inciso I da Constituição Federal de 1988, é um Estado Laico. Laico, segundo verbetes dos dicionários de língua portuguesa, é o mesmo que "leigo" ou "que prescinde da instrução ou orientação religiosa", e o termo Laicismo, significa "Estado ou caráter de laico". Para os tratados de Direito Internacional, o entendimento majoritário sobre Estado Laico, define uma nação cujo suas instituições não oficializam nenhuma vertente de fé, e admite qualquer tipo de manifestação religiosa, até mesmo a hipótese de que não haja religão, diferentemente do Estado Teocrático, onde existe uma simbiosidade oficial entre Estado e Religião. Sendo assim, um Estado Laico, não pode oferecer obste para que seus cidadãos profecem sua fé, mesmo que nele não exista fé alguma, e portanto, respeitar-se-ia, inclusive, o ateísmo. Repare, que falamos dos cidadãos deste Estado, e não do próprio Estado, pois este, é simplesmente Laico, o que quer dizer na prática, é que suas instituições não podem, ou não devem, tornar oficiais quaisquer indicativos que apontem ou neguem determinada religião ou credo. Mas o que se nota, de fato, é que a grande maioria das instituições estabelecem claras preferências por determindas crenças, notadamente o cristianismo, e mais incisivamente, o catolicismo. Assim, fácil é perceber em edifícios públicos e suas repartições, variados símbolos cristãos-católicos, como imagens de santos e crucifixos. Sem falar dos feriados religiosos, que ao parar o funcionamento da máquina pública, por sí só os tornam oficiais. O fato de o Brasil possuir em sua população uma maioria cristã-católica, não torna o país oficialmente como tal, pelo menos, segundo sua Constituição. A Constituição propugna, em tese, garantir o direito de igualdade ante o Estado, sem que ninguém sinta-se ofendido por ele. Mas e o que dizer sobre os sentimentos da minoria, aqui menosprezada? Do Mulçumano que jura sobre a Bíblia e não sobre o Alcorão, ou do Judeu que vê-se à luz da Cruz, e nunca da Menorá? Diante de tantos símbolos religiosos estampados nos locais públicos e das datas sagradas ou festivas da Igreja Católica, oficializadas perante o Estado, pergunta-se: Por que não instituir o feriado do Ramadã, indispensável aos Islâmicos, ou ainda fazer parar todos os órgãos públicos no Yom Kippur, data máxima para os Judeus? Isto para ficar apenas no âmbito das grandes religiões monoteístas, sem intimar símbolos nem datas sacras das outras crenças e religiões presentes em nosso país, que diz-se de grande plurarismo teórico, mas bastante singular na prática, ao menos sobre o assunto que aqui apresentei.terça-feira, 27 de setembro de 2011
Urbiafetivo
Urbiafetivo, que é uma palavra que eu nem sei se existe, porém me pareceu estar meio que na moda. Queria dizer "que gosta da cidade", ou algo assim, se é que você me entende. Muito se disse sobre a roda ser a maior invenção da humanidade, ou a eletrecidade e a penicilina. Outros dirão que foi o celular. Conheço quem considere o playstation como a razão de viver. Mas veja bem, foi a cidade a grande invenção do homem. Diferente do que parece, ela não esteve sempre aqui. Apenas após a segunda metade do século 19, quando deixamos de viver em função das estações do ano, a fim de colhermos boas safras, é que descobriu-se que viver junto poderia ser a sacada. Assim, as chances se abrangeram. Acumular conhecimento, novas informações e até mesmo cruzar com o grande amor passou a ser infinitamente mais provável na cidade. Isto sem falar, das praças, das lanchonetes, das bibliotecas, de ter tudo isto junto no shopping ou até mesmo bisbiliotar a vida alheia. Claro que sempre haverá um rabujento pra vir me falar do sossego no campo, ou do alastramento pouco racional dos centros urbanos. Não discuto gostos, nem abordo o mérito deles. Posso inclusive concordar que é na cidade que nascem a maioria dos problemas, desde que concordem que é lá também que eles se resolvem. Para aqueles que como eu amam as cidades, não existirão melhores nem piores, apenas as favoritas. Cada um destes centros de ferro e concreto são afinal, grandes espaços para se conhecer e explorar, de forma curiosa e aventureira. Em cada barulho, em todas as cores e cheiros, em cada pessoa. Tudo é vivo. A cidade é viva. Experimente você também viver a cidade, e não apenas viver na cidade, e certamente se sentirá parte dela. Mais que isto, você será parte dela.
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Ouça o Presidente do Movimento O Sul é O Meu País
O Presidente do Movimento O Sul é O Meu País, que luta pela autodeterminação do sul do Brasil, jornalista Celso Decher (foto), concedeu recente entrevista a Rádio CBN de Curitiba, explicando algumas questões pontuais do Movimento, como pesquisas de opinão, ações pacíficas, intenção de promover consulta pública entre outras ações realizadas ou propostas pela entidade. A entrevista foi ao ar no último dia 16/09 próximo passado. http://www.cbncuritiba.com.br/site/texto/noticia/Entrevista/3370
domingo, 18 de setembro de 2011
Dia do Gaúcho. Não, eu não sou gaúcho!
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| Paixão Côrtes durante Festejos de Semana Farroupilha |
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| Estátua do Cacique Guairacá - Guarapuava PR |
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Não se preocupe
Não se preocupe. Pelo menos, não se preocupe tanto. Já vivemos naturalmente na era do estresse, onde existe pressão em tudo, e tudo é para ontem. Então, é de se concluir que já temos problemas pessoais e dificuldades suficientes para andarmos preocupados. Isto sem falar sobre as pessoas que mesmo sem querer ou saber, se preocupam por demais com os problemas dos outros, ou pior, se preocupam com coisas que não lhes dizem respeito algum. Por mais que seja difícil, releve e não guarde rancor. Evite a mágoa. Expulse qualquer resíduo de ódio do seu coração. Elimine a mínima carga de raiva da sua alma. Veja ao seu redor como o mundo gira. Perceba o quanto as pessoas andam com pressa e angustiadas. Numa conversa qualquer, observe como cada um se comporta e você verá o tamanho da necessidade que as pessoas têm de falar. Sorria para elas. Poucos sabem o quanto um sorriso sincero é poderoso! Faça um exercício simples de audição. Resista a tentação de falar. Fale o mínimo necessário. Aprenda a ouvir, e você sentirá o quanto é prazeroso para o seu interlocutor falar, falar e falar, até que esteja aliviado e esvaziado de tudo! Aí sim diga algo leve, concorde com alguns aspectos da conversa, ouça um pouco mais, concorde novamente e se despeça de forma cordial. Depois, se não for importante para você (MUITO IMPORTANTE), esqueça. Não fique mentalizando ou dizendo para você mesmo coisas do tipo "nossa, como a fulana fala!", ou "hoje o fulano tá insuportável!", "que chatice o papo deste aí!", "a beltrana não pára de repetir esta mesma história!", "não aguento mais esta fofoca!", e por aí vai. Não vale a pena. Sinta-se feliz por ter ajudado alguém a "descarregar" o estresse, e claro, não absorva nada de ruim. Como disse, não se preocupe. Limpe a mente. Sun Tzu, um grande general e estrategista chinês, já escreveu há mais de 2.500 anos, em seu valioso tratado "A Arte da Guerra" que afinal de contas "o verdadeiro objetivo da guerra é a paz." Então, pare de se preocupar tanto. Apenas esqueça, não se preocupe e siga em paz.
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Maltrato de Animais
Se formos pensar a respeito das crueldades que cometemos contra indefesos animais, no mínimo teríamos que nos penalizar. Depois, analisando, via de regra, nossa total e completa inércia, diante dos fatos, nos envergonharíamos por tamanha omissão. E olha que não estou falando das matanças de focas no ártico, nem das desenfreadas e incontroláveis pescas predatórias de baleias, tampouco dos verdadeiros massacres a que são submetidos botos na região amazônica. Me refiro apenas aos maus tratos contra animais domésticos, que, mais do aqueles que vivem na natureza, dependem por completo dos nossos cuidados. Neste sentido, nunca é demais lembrar que maltratar animais é crime, descrito no artigo 32 da Lei 9.605/98, que trata dos Crimes Ambientais, Maus Tratos Contra Animais Domésticos, Nativos ou Exóticos. Para quem for condenado em razão desta prática, prevê-se pena de detenção de três meses até um ano mais multa. O problema, é que segundo especialistas, a penalidade, além de ser muito branda, quase sempre é convertida no que chamamos de "transação penal", que na prática substitui a pena de detenção por outra restritiva de direito, ou mesmo uma pequena multa e até mesmo simples fornecimento de cestas básicas. Para quem for sensível em favor dos animais que são vítimas de maus tratos, o procedimento é dirigir-se até a Delegacia mais próxima ao do local do fato, registrar um Boletim de Ocorrência, identificando o responsável, e fornecendo seu endereço completo. O ideal, é também que se encaminhe o caso para uma assossiação protetora dos animais ou ONG de ações similares. Como afirmei no início do texto, a omissão é a regra, porém muita gente boa tem envidado esforços na direção de se coibir os abusos contra seres indefesos, que em nada diferem, no que refere-se aos direitos, aos idosos, os menores, os incapazes, os portadores de necessidades especias ou qualquer outro ser humano. Reflita, e faça você também a sua parte.O leitor viictor_alex, gentilmente sugere um video bastante oportuno sobre o tema no link abaixo:
http://temporadafora.com/vlog/nao-abandone-os-animais
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